Terceira

A segunda mais habitada, com cerca de 56.000 habitantes, a Ilha Terceira com apenas 401,9 km2 de superfície conta com um grande numero de belezas naturais e outras construídas pelo homem que a ajudaram a ganhar o titulo de  Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.


O título “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante” atribuído a Angra do Heroísmo realça a importância que esta urbe teve ao longo da História de Portugal e, logo, do arquipélago dos Açores. A relevância da baía de Angra, em especial nos séculos XV e XVI, e a importância da cidade no xadrez político, económico e religioso dos Açores estão retratados na malha urbana desta cidade. Observado do Alto da Memória ou do miradouro do Monte Brasil, o centro histórico de Angra do Heroísmo estende-se num rendilhado de ruas, ruelas, igrejas, palácios, casas senhoriais, monumentos, praças e jardins, que gerações abnegadas souberam preservar e manter até aos dias de hoje, contrariando inclusive as forças da natureza telúrica. E que a UNESCO soube reconhecer, integrando o Centro Histórico de Angra do Heroísmo na lista de Património Mundial. A ilha Terceira respira cultura por todos os poros. São diversas as instituições e agremiações culturais, grupos de teatro e locais de exposição temporárias ou permanentes que contribuem para a promoção da cultura da ilha. É o caso do Museu de Angra do Heroísmo, instalado no Convento de São Francisco, com as suas notáveis colecções de história militar e de transportes dos séculos XVIII e XIX. Na cidade da Praia da Vitória, a Casa Vitorino Nemésio ocupa a pequena habitação em que nasceu este grande vulto da cultura portuguesa. Poeta e escritor de eleição, Vitorino Nemésio foi um intelectual com várias facetas, de jornalista a professor, de historiador a apresentador de um programa televisivo que marcou uma geração. O romance Mau Tempo no Canal é exemplo máximo do espírito insular que marca a obra de Nemésio, a quem se deve o conceito de “Açorianidade”, introduzido em 1932.                   

Fonte: www.visitazores.com