A segunda maior ilha dos Açores, o Pico é famoso pela sua montanha com 2350 metros de altitude, tornando-a no ponto mais alto de Portugal. Formado por um único vulcão, o Pico é privilegiado pelo seu solo perfeito para a produção da casta de Verdelho que tem vindo a produzir diversos vinhos de sucesso. Estes terrenos considerados Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico são considerados Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. O Pico é também famoso pela sua tradição Baleeira, agora extinta após a proibição da captura dos grandes cetáceos.
Os extensos campos de lava que marcam a paisagem da ilha, e que a população local denomina de “lajidos” ou “terras de biscoito” consoante a sua planura ou irregularidade, servem de mote à cor cinzenta escolhida para o Pico. E também os currais da vinha, os maroiços nos terrenos agrícolas, os muros de caminhos, veredas e divisórias dos terrenos remetem para esta tonalidade, entremeada com o verde da vegetação. O imenso cone vulcânico da Montanha do Pico ergue-se majestoso, cortando o azul celeste ou deixando-se enrolar num manto de nuvens protector. Para oriente deste colossal vulcão, a ilha espreguiça-se numa longa cordilheira vulcânica, de exuberantes manchas de vegetação endémica e verdejantes pastagens, onde pontuam cerca de duas centenas de pequenos cones de escórias basálticas e cerca de uma vintena de lagoas. Estas e outras massas de água, incluindo charcos e terrenos de turfeira mais ou menos alagados, servem de albergue a aves residentes e exóticas migradoras, como a garça-real. A subida à Montanha é empreendimento ao alcance de todos, mas que exige alguma preparação física e mental, bem como calçado e vestuário adequado. Uma escalada com guia permite conhecer em pormenor a vegetação, que varia com a altitude e a história do maior vulcão dos Açores. Ida e volta duram, no mínimo, quatro horas. Alguns operadores turísticos propõem pernoitar no topo da montanha, para apreciar o pôr-do-sol e os primeiros raios do alvorecer. O túnel lávico da Gruta das Torres permite vivenciar o mundo subterrâneo da ilha tomando como ponto de partida o seu bem apetrechado centro de visitantes. A espeleologia tem terreno fértil no Pico, graças às dezenas de cavidades vulcânicas existentes, como as de Frei Matias, dos Montanheiros ou de Henrique Maciel, possíveis de explorar com o auxílio de guia e equipamento especializado. A bem estruturada rede de percursos pedestres da ilha e passeios de bicicleta, de burro e a cavalo permitem desfrutar calmamente da paisagem. O entusiasmo atinge picos de adrenalina ao comando de uma BTT, moto4 ou cross-kart, ou a praticar escalada nalgumas secções já preparadas para o efeito.
Fonte: www.visitazores.com